Faz dias que eu não escrevo e continuo não tendo o que escrever. Eu não sinto. Escrevo quando estou triste e só. A tristeza me leva a ter idéias. Me inspira! Chego a pensar que é única emoção real, porque é a única que pesa tanto que precisa ser posta pra fora, mesmo que seja encoberta em um sorriso. A tristeza, a solidão, a lágrima e todos os seus derivados.
E o que dizer da felicidade? Ela é insossa, chata... Quando você não está nada, é porque está feliz, é porque está vivendo. Te garanto que noventa e oito por cento dos seus sentimentos são derivados da felicidade... Coisa mais insuportável! Não sabem se expor sozinhos e precisam de uma razão que os faça existir. Acho indigno!
Ou talvez eu esteja tão acostumada a estar triste que não saiba lidar mais com emoções que te deixam fraco, que possam ser arrancadas de você sem um mínimo de qualquer coisa. Porque se você decide ficar triste, não há quem te arranque da tristeza, mas não há como se decidir ser feliz, porque você é feliz sempre por um motivo, e motivos podem sumir, acabar ou serem tirados. Sem motivo, sem felicidade. Outra prova de que a felicidade também é fraca.
Acho que vou esperar até minha próxima desilusão pra voltar aqui, ou então senta aqui do meu lado e vamos conversar... Me conte seus problemas pra eu me abastecer de qualquer coisa que me faça chorar. Que me faça escrever.
Ah, e antes que eu me esqueça, não é que eu esteja feliz... É só algum dos noventa e oito por cento dos outros meio-sentimentos.
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