2010-01-04

Quem salva-me de mim?

Quando era tempo de pensar, eu não pensei... Preferi me atirar de um penhasco em busca de algum sorriso que, mesmo sem perceber, eu já tinha na parte de cima. Então, enquanto eu caia, ao invés de arrumar um jeito de me agarrar em qualquer resquício de sobriedade que havia ali, eu decidi pensar em como a queda seria doída e em como chão era duro demais pro meu frágil corpo agüentar. Parei pra pensar em todo o sangue que ia escorrer do meu corpo e como a minha morte ia ser lenta, e assim eu terminei de cair. Quando, finalmente, eu cheguei ao fundo daquilo, percebi que havia outra saída, eu vi onde eu podia me segurar... Só que o penhasco era mais fundo do que eu imaginava, e apesar das minhas asas estarem logo ali na frente, eu estou machucada demais pra tentar qualquer movimento. Nesse momento, tudo que eu quis foi ter forças para matar quem havia me atirado ali, quem havia me empurrado pra essa dor terrível que mata meu corpo e torna minha alma pouco-a-pouco mais fria. Então eu percebo que fui eu... Eu que errei e falhei todas às vezes, então eu choro e peço a Deus na esperança que alguém, algum dia, possa me salvar de mim.

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